Fechar a mota e sair para uma cidade romana
Chega de uma estrada de montanha com a mota cheia de pó, entra na Rua da Família de Camões, e aquilo que mais quer está atrás de uma porta ao fundo de um edifício branco e comprido: uma garagem privativa, em parte subterrânea, onde a máquina pode passar a noite sem que ninguém lhe toque. Os motociclistas escrevem mais sobre essa garagem do que sobre os quartos, e têm razão.
Por cima, trinta e oito quartos num edifício com anos. A maioria tem varanda, todos têm ar condicionado, televisão de ecrã plano com canais por satélite, secretária e casa de banho privativa com banheira. São limpos, confortáveis e honestamente simples, e o buffet do pequeno-almoço lá em baixo é generoso ao ponto de os hóspedes o referirem sem lhes perguntarem. A receção funciona 24 horas e o pessoal recebe os elogios mais calorosos de toda a ficha.
O que se compra aqui é a localização. A torre de menagem, a ponte romana, o museu da região e as termas ficam todos a poucos minutos a pé, e os bares e restaurantes começam à porta. O que não se compra é uma remodelação. Várias casas de banho estão datadas e a pressão do chuveiro é a queixa que se repete.
O Km 0 da estrada que atravessa Portugal
É em Chaves que começa a Estrada Nacional 2. São cerca de 739 quilómetros daqui até Faro, a estrada nacional mais longa do país e aquela que toda a gente compara à Route 66. O marco que a inicia fica do outro lado da ponte romana, junto ao jardim público, a uns oitocentos metros da porta do hotel e a doze minutos a pé.
Esse facto explica quem cá dorme. Da primavera ao outono o Petrus enche-se de motociclistas prestes a partir para sul ou a chegar ao fim da viagem, e é a garagem que os faz voltar. Se está a marcar datas, o Portugal de Lés-a-Lés põe várias centenas de motos nestas estradas todos os anos, e a Feira dos Santos da cidade, no fim de outubro e princípio de novembro, atrai multidões na casa das centenas de milhar.
Chaves fica também a uns dez quilómetros da fronteira e a vinte e dois de Verín, o que faz dela uma dormida natural para quem atravessa entre a Galiza e o norte de Portugal. O Porto fica a hora e meia pela A4 e A24.
Três coisas que os sites dizem mal
Primeira: o hotel não tem spa. Os sites repetem uma frase sobre estar a cinquenta metros de um spa, o que só é verdade no sentido em que as Termas de Chaves, o complexo termal público da cidade, ficam ao virar da esquina. Aquelas nascentes brotam a 76 graus, a água termal mais quente da Península Ibérica, e desde março de 2025 o complexo Aquae Salutem juntou-lhes as primeiras piscinas termais exteriores de Portugal continental. Nada disso pertence ao hotel, e piscina também não há.
Segunda: a cidade é Chaves, não Chavez, e a rua é Rua da Família de Camões, não Famíla. As duas gralhas passam de agregador em agregador e as duas tornam o hotel mais difícil de encontrar num mapa.
Terceira: não há comboio. A Linha do Corgo, de via métrica, que outrora subia de Vila Real, encerrou em 1990, e o último troço fechou em 2009. Quem lhe oferecer uma estação de comboios em Chaves está a citar uma linha que não leva passageiros neste século. Chega-se por estrada, no seu próprio veículo ou num autocarro da Rede Expressos vindo do Porto.
Porquê reservar no Petrus Hotel?
Um três estrelas simples e simpático no meio de uma cidade termal romana, com a única coisa de que quem viaja de mota realmente precisa. Eis o que joga a favor e o que joga contra.
Uma garagem onde a mota fica fechada
A garagem privativa, parte dela subterrânea, é o que mais se elogia neste hotel. Os motociclistas escrevem sobre ela avaliação após avaliação: tira-se a mota da rua, fica atrás de uma porta, e sai-se a pé para o centro histórico. Os lugares têm de ser reservados antes e confirmados pelo hotel, e há uma pequena taxa diária.
O Km 0 da N2 fica a uma caminhada
Chaves é o início, a norte, da Estrada Nacional 2, os cerca de 739 quilómetros que atravessam o país até Faro. O marco fica do outro lado da ponte romana, a uns doze minutos a pé. Se vai fazer a N2, é aqui a noite anterior que faz sentido.
O que é histórico faz-se a pé
A torre de menagem e o seu museu militar ficam a cinco minutos, a ponte romana do século I a seis, o museu da região a três, e as termas praticamente ao virar da esquina. Os bares e restaurantes começam à porta do hotel, e é por isso que a localização é a nota mais alta da ficha.
É antigo, e o pagamento é em numerário
O edifício tem anos e algumas casas de banho não são tocadas há muito. A queixa recorrente é a pressão fraca do chuveiro, e um hóspede recente encontrou o chuveiro solto da parede. O pagamento é feito no hotel em numerário e o check-in fecha às 19:00. Reserve pela localização e pela garagem, não pelos acabamentos.
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Pontos interessantes sobre Petrus Hotel
- Chaves é o Km 0 da Estrada Nacional 2, a estrada nacional mais longa de Portugal, com cerca de 739 quilómetros até Faro
- O hotel tem a licença 1021 do Registo Nacional de Turismo, classificação de três estrelas, com 38 quartos e 76 camas
- A garagem é privativa e em parte subterrânea, e os motociclistas usam-na constantemente. Os lugares têm de ser reservados antes e confirmados pelo hotel
- O pagamento é feito no hotel no momento do check-in e o meio aceite é numerário
- Chaves não tem comboio de passageiros. A Linha do Corgo, de via métrica, encerrou em 1990 e o último troço até Vila Real fechou em 2009
- As nascentes das Termas de Chaves brotam a 76 °C, a água termal mais quente da Península Ibérica
- Vários sites escrevem Chavez e colocam o hotel a 50 metros de um spa. A cidade é Chaves, e o spa é o complexo termal público, não uma instalação do hotel
- A morada que circula tem uma gralha. A rua é Rua da Família de Camões, e não Famíla
- O edifício chama-se Solar Flaviense, que é o nome do prédio e não um segundo nome do hotel
Quartos e alojamento: Petrus Hotel
Quarto Duplo ou Twin
Cerca de 15 m², uma cama de casal ou duas individuais
O quarto padrão e o que a maioria dos hóspedes recebe: cerca de quinze metros quadrados, varanda, ar condicionado e casa de banho privativa com banheira. Ideal para um casal numa escapadinha ou para quem viaja de mota e fica uma noite entre etapas, porque faz tudo o que é preciso e nada do que não é. O conforto das camas é bem pontuado num grande número de avaliações; é a casa de banho que denuncia a idade do edifício.
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Quarto Duplo ou Twin com cama extra
Para três pessoas, com cama adicional
O mesmo quarto já com uma terceira cama lá dentro, aquilo a que a ficha por vezes chama triplo. Ideal para uma família de três ou para três amigos que viajam juntos e preferem partilhar a ficar com dois quartos. Convém saber antes de reservar: o hotel não disponibiliza camas extra para além desta configuração, por isso uma quarta pessoa precisa de um segundo quarto.
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Suite
Cama de casal e varanda privativa
O quarto de topo, mais sossegado do que os restantes e com varanda própria. Ideal para um casal que quer um pouco mais de espaço e está disposto a pagar por calma. Uma ressalva que preferimos assinalar a esconder: todos os tipos de quarto aparecem com a mesma área, o que não pode estar certo numa suite, e não está confirmada qualquer sala separada. Pergunte ao hotel o que vai receber antes de fechar a reserva.
Ver preçosO Petrus Hotel é para si?
Ideal para
- Motociclistas que querem a mota fechada numa garagem em vez de deixada na rua
- Quem começa ou termina a Estrada Nacional 2, que arranca a doze minutos a pé daqui
- Casais numa escapadinha que querem o castelo, a ponte romana e as termas a pé
- Quem atravessa entre a Galiza e o norte de Portugal e precisa de uma dormida central
Vale a pena considerar alternativas se
- Quem quer uma casa de banho recente e pressão de chuveiro a sério
- Quem chega depois das 19:00 sem telefonar antes, porque é aí que fecha o check-in
- Quem conta pagar com cartão no hotel, já que o pagamento à chegada é feito em numerário
- Quem procura piscina, spa ou restaurante de hotel, que aqui não existem
Comodidades e políticas
No seu quarto
- Varanda na maioria dos quartos
- Ar condicionado e aquecimento
- Televisão de ecrã plano com canais por cabo e satélite
- Secretária e telefone
- Tábua e ferro de engomar
- Cofre no quarto
- Casa de banho privativa com banheira, sanita, secador e produtos de higiene
- Wi-Fi grátis
- Não fumadores
O edifício
- Elevador para todos os pisos
- Receção 24 horas
- Limpeza diária
- Acesso por cartão e videovigilância nas zonas comuns
- Detetores de fumo e extintores
- Não disponível: Piscina
- Não disponível: Spa ou centro de bem-estar
- Caixa multibanco no hotel
- Salas de reuniões e banquetes mediante pedido, com custo adicional
Comer e beber
- Buffet de pequeno-almoço
- O pequeno-almoço pode ser servido no quarto
- Serviço de quartos
- Não disponível: Restaurante de hotel
Estacionamento e transportes
- Garagem privativa
- As motos são bem-vindas na garagem e é o principal motivo por que os motociclistas reservam aqui
- Não disponível: Comboio de passageiros
- A Rede Expressos liga diretamente o Porto e o aeroporto do Porto a Chaves
- Não disponível: Transfer do aeroporto
Serviços
- Receção 24 horas e apoio com bagagens
- Lavandaria
- Serviço de quartos e despertar
- Fax e fotocópias, e fatura mediante pedido
- Apoio na marcação de visitas e bilhetes na receção
Políticas
- Forma de pagamento
- Não disponível: Animais
- Não fumadores em todo o hotel
- Crianças de qualquer idade são bem-vindas; a partir dos 16 anos são cobradas como adultos
- Berços e camas extra
- As chegadas são feitas entre as quatro e as sete da tarde, e os quartos são entregues até ao meio-dia
- Licença 1021 do Registo Nacional de Turismo
Localização e deslocações
Chaves fica em Trás-os-Montes, no extremo norte de Portugal, a uns dez quilómetros da fronteira e a vinte e dois de Verín. Os romanos chamaram-lhe Aquae Flaviae e vieram pelas águas quentes, o que continua a ser um bom resumo da cidade: um centro de granito com varandas de madeira empilhadas sobre o Tâmega, e uma ponte do século I ao fundo.
O hotel está no meio disso, na Rua da Família de Camões, no Edifício Solar Flaviense. O Museu da Região Flaviense fica a dois ou três minutos, na Praça de Camões, a igreja matriz e os jardins do castelo a três, a torre de menagem e o seu museu militar a cinco, e a ponte romana a seis. As Termas de Chaves ficam ao virar da esquina, tão perto que os sites as confundem com uma instalação do hotel.
Chegar aqui faz-se por estrada. O Porto fica a cerca de 115 quilómetros e hora e meia pela A4 e A24, e a Rede Expressos tem carreiras diretas do Porto e do aeroporto do Porto até ao terminal da Avenida Santo Amaro. Comboio não há. Um aviso prático de um hóspede recente: o centro antigo é um emaranhado de ruas estreitas de sentido único e já houve obras a cortar o acesso, por isso telefone ao hotel a perguntar por onde entrar e reserve a garagem antes de chegar.
- Termas de Chaves: A cerca de 50 m, ao virar da esquina
- Museu da Região Flaviense: A cerca de 200 m, 3 minutos a pé
- Igreja Matriz de Santa Maria Maior: A cerca de 250 m, 3 minutos a pé
- Torre de menagem e museu militar: A cerca de 370 m, 5 minutos a pé
- Ponte Romana de Trajano: A cerca de 500 m, 6 minutos a pé
- Forte de São Francisco: A cerca de 600 m, 8 minutos a pé
- Marco do Km 0 da N2: A cerca de 800 m, 12 minutos a pé
- Forte de São Neutel: A cerca de 1,5 km, 20 minutos a pé
- Terminal rodoviário, Avenida Santo Amaro: A curta distância a pé ou de táxi
- Aeroporto do Porto: A cerca de 115 km, hora e meia por estrada
Como chegar aos pontos principais
A menos de 15 minutos a pé: todos os 3 locais abaixo.
Foto: Alegna13, CC BY-SA 3.0
As Termas de Chaves
2 min a pé
A 2 minutos a pé da porta, as Termas de Chaves aproveitam nascentes que brotam a 76 graus, a água termal mais quente da Península Ibérica. Os romanos construíram aqui banhos há dois mil anos e, em março de 2025, o complexo Aquae Salutem juntou-lhes as primeiras piscinas termais exteriores de Portugal continental. É um equipamento público, não do hotel, e é essa a confusão que metade dos sites semeia.
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Foto: Joseolgon, CC BY-SA 3.0
A torre de menagem
5 min a pé
A 5 minutos a pé, a subir, a Torre de Menagem é o que resta do castelo do século XIV: uma torre de granito com cerca de vinte e oito metros que alberga um museu militar, e um terraço de onde se vê a cidade inteira, o rio e os montes até Espanha. A entrada custa cerca de um euro, e os jardins formais em volta são o recanto verde mais agradável do centro.
Ver no mapa
Foto: Joseolgon, CC BY-SA 4.0
A ponte romana
6 min a pé
A 6 minutos a pé, a descer, a Ponte Romana de Trajano atravessa o Tâmega desde o século I e ainda tem duas colunas romanas com inscrições. Atravesse-a e siga mais seis minutos até ao marco de pedra onde a Estrada Nacional 2 começa os seus 739 quilómetros até Faro.
Ver no mapaComo chegar ao Petrus Hotel
- De carro, a partir do Porto: São cerca de 115 quilómetros e hora e meia. Siga pela A4 para leste, em direção a Vila Real, e depois pela A24 para norte até Chaves. A A24 tem pórticos de portagem perto da fronteira de Vila Verde da Raia, por isso trate do Easy Toll se conduzir um veículo com matrícula estrangeira. Reserve a garagem antes de partir e espere pela confirmação do hotel.
- De autocarro, a partir do Porto: A Rede Expressos tem carreiras diretas do terminal de Campanhã, no Porto, e do aeroporto do Porto, com cerca de duas a duas horas e meia de viagem. Chegam ao terminal de Chaves, na Avenida Santo Amaro, a curta distância a pé ou um táxi muito breve do hotel. A Rodonorte também para na Rua Família de Camões, ali à porta.
- De avião: O Porto é o aeroporto prático, a cerca de 115 quilómetros. Vila Real tem um aeródromo a 68 quilómetros a sul, mas só com voos regionais limitados. Do lado espanhol, Vigo e Valladolid ficam ao alcance pela A52 e A24 se as tarifas compensarem.
- Os últimos duzentos metros: É esta a parte que vale a pena planear. O centro histórico é estreito, tem troços de sentido único e já teve obras a cortar o acesso. Um hóspede em junho de 2026 perdeu meia hora e acabou a seguir um táxi de mota. Telefone à receção antes de chegar e pergunte por onde entrar e onde parar.
Chaves e Trás-os-Montes
Chaves é uma cidade termal de fundação romana e temperamento de raia, no Alto Tâmega, a dez quilómetros de Espanha. Os romanos conheciam-na como Aquae Flaviae e vinham pela água; a ponte que os engenheiros de Trajano lançaram sobre o Tâmega ainda lá está, ainda se usa, ainda com as suas colunas inscritas.
O centro antigo por cima é de granito e madeira, com casas de varandas empilhadas a subir até à torre de menagem, e é pequeno o bastante para se andar numa tarde. Coma o que a cidade tem de seu: pastéis de Chaves, os folhados de carne com denominação protegida pela União Europeia, presunto curado localmente e folar. Duas boas opções a dois minutos do hotel são a Marisqueira Dubai, perto do castelo, e a Taberna Típica Benito, junto à ponte.
Venha entre abril e outubro se vier pelas estradas, quando a época da N2 está no auge. Venha no fim de outubro ou princípio de novembro pela Feira dos Santos, uma das maiores feiras de rua do norte do país, que a organização diz reunir mais de quinhentos expositores e bem mais de cem mil visitantes. As piscinas termais exteriores tornaram o inverno defensável.
Veja: um passeio por Chaves
Uma volta curta pela cidade em que se sai à porta do hotel, com a ponte romana, as ruas antigas e a zona termal.
Para quem é o Petrus Hotel?
Reserve se viaja de mota ou de carro e quer o veículo fechado numa garagem a poucos passos de uma ponte romana, de uma torre de menagem e de uma rua cheia de restaurantes. Essa combinação é genuinamente difícil de encontrar numa cidade deste tamanho, e o pessoal e o pequeno-almoço tornam-na fácil de recomendar. Não reserve à espera de casa de banho moderna, chuveiro com pressão ou terminal de cartões na receção. Traga numerário, chegue antes das sete, e faz exatamente aquilo em que é bom.
O que dizem os hóspedes do Petrus Hotel
As pontuações e o número de avaliações são agregados a partir de reservas verificadas de hóspedes nas principais plataformas de viagens.
Bom
As avaliações recentes dividem-se quase ao meio. O que os hóspedes gostam é constante e concreto: a posição no meio do centro histórico, a garagem segura para a mota, um buffet de pequeno-almoço generoso e um pessoal que descrevem como genuinamente prestável. O que puxa a nota para baixo é igualmente constante: casas de banho que não foram renovadas, chuveiros que mal correm, e um Wi-Fi que varia de quarto para quarto. Os motociclistas em especial voltam, e vários dizem-no sem rodeios, o que mostra que a troca compensa se for a garagem que lhe faz falta.
Um hotel limpo e simples, num bom ponto da cidade. O grande atrativo para o grupo foi o estacionamento subterrâneo seguro para as motas. O pequeno-almoço era farto e muito bom, e o pessoal simpático. Não conseguiu apontar nada ao que precisavam.
Colin
Achou tudo bem, com uma única queixa: ter de pagar para meter a mota na garagem.
Elogiou o pessoal, simpático e prestável, e o buffet do pequeno-almoço. O que mais lhe importou foi a localização do hotel e o facto de haver garagem para a mota. Não teve nada a apontar.
Não hesitaria em voltar. Estacionamento seguro para a mota, um quarto limpo e pessoal excelente fizeram dele uma boa base para conhecer a cidade.
Achou a localização central, mas a chegada complicada: obras de fundo tinham cortado a rua do hotel e as ruas de sentido único e de acesso proibido deixaram-nos presos, até um taxista os guiar com a mota atrás. Meia hora perdida, e um email de aviso teria ajudado. Encontrou também o chuveiro solto da parede e com um fio de água.
Gostou do pequeno-almoço continental e não teve nada de negativo a dizer, embora tenha notado que o que pagou subiu bastante desde a estadia anterior, em 2025. Voltaria.
Ficou com um bom quarto onde tudo funcionava, da casa de banho às luzes, sem um único problema. A única crítica foi a qualidade irregular do Wi-Fi.
Chamou-lhe uma localização ótima, mesmo junto ao marco do quilómetro zero da N2 para quem anda de mota, com sítio seguro para a trancar e um pessoal de quem falou com carinho. Os quartos pareceram-lhe um pouco cansados mas impecavelmente limpos, e há bares e sítios para comer a segundos da porta.
Perdeu o pequeno-almoço das 07:30 porque tinham de partir muito cedo para o Lés-a-Lés, e achou a casa de banho bastante datada e com muito pouca pressão de água.
Bom saber antes de reservar
O check-in fecha às 19:00
A janela vai das 16:00 às 19:00 e não é um prazo elástico. A receção funciona 24 horas, mas se prevê chegar depois das sete da tarde telefone ao hotel com antecedência e combine. Isto apanha desprevenidos os motociclistas que subestimam uma estrada de montanha.
Traga numerário
O pagamento é feito no hotel no momento do check-in e o meio aceite é numerário. Planeie isso antes de chegar, em vez de andar à procura de uma caixa numa cidade que acabou de conhecer, ainda que haja multibanco no próprio hotel se for apanhado desprevenido.
Reserve a garagem com antecedência
A garagem privativa custa 5 € por dia e os lugares têm de ser reservados antes e confirmados pelo hotel. É o principal motivo por que os motociclistas reservam aqui, por isso na época enche. Trate disso na reserva, não à chegada.
O acesso pode ser complicado
O centro histórico é estreito, em parte de sentido único, e já houve obras a cortar a entrada mais do que uma vez. Um hóspede perdeu meia hora em junho de 2026 e acabou a seguir um táxi. Um telefonema à receção antes do último quilómetro poupa-lhe o mesmo transtorno.
Aqui não há spa nem piscina
As termas que os sites referem são as Termas de Chaves, um complexo público ao virar da esquina, com nascentes a 76 graus e, desde 2025, piscinas exteriores. Valem a visita, mas não são uma instalação do hotel, e o hotel não tem piscina própria.
As condições de cancelamento dependem da tarifa
Variam consoante o tipo de quarto e a tarifa, e as condições exatas só aparecem depois de introduzir as datas. Leia as condições associadas à opção que escolher antes de confirmar.
Ligar Petrus Hotel
Ligue à receção para reservar um lugar na garagem, perguntar por onde entrar no centro histórico, ou combinar uma chegada tardia se não conseguir cumprir o check-in até às 19:00.
+351 276 351 500Fotos de Petrus Hotel
Perguntas frequentes
Sim às duas coisas, e é o principal motivo por que as pessoas reservam aqui. O hotel tem garagem privativa, em parte subterrânea, com o custo de 5 € por dia. Os motociclistas usam-na constantemente e dizem-no avaliação após avaliação. Tem de pedir lugar antes de chegar e esperar que o hotel confirme que há vaga, por isso trate disso na reserva e não no próprio dia, sobretudo entre a primavera e o outono.
Serve-se um buffet de pequeno-almoço e os hóspedes descrevem-no sempre como generoso. O serviço começa por volta das 07:30, o que dá jeito a quem parte cedo, ainda que um hóspede a caminho de uma concentração tenha tido de sair antes de abrir. O pequeno-almoço também pode ser servido no quarto, e há serviço de quartos.
As chegadas são feitas entre as quatro e as sete da tarde, e os quartos são entregues até ao meio-dia. Esse limite das sete é o que convém reter: a receção funciona 24 horas, mas se prevê chegar a Chaves mais tarde deve telefonar ao hotel com antecedência e combinar.
O pagamento é feito no hotel no momento do check-in e o meio aceite é numerário. Traga-o consigo. Há uma caixa multibanco no próprio hotel se chegar sem dinheiro, mas é mais simples resolver isso antes de partir.
A cerca de oitocentos metros, uns doze minutos a pé. Atravessa-se a ponte romana sobre o Tâmega e segue-se até à rotunda junto ao jardim público, onde está o marco de pedra. Chaves é o início, a norte, da Estrada Nacional 2, que percorre cerca de 739 quilómetros até Faro.
Não, o Petrus Hotel não aceita animais. O edifício é também não fumadores em toda a sua extensão. Crianças de qualquer idade são bem-vindas, sendo cobradas como adultos a partir dos dezasseis anos, e há berço gratuito mediante pedido para menores de dois anos.
Nem uma coisa nem outra. O hotel não tem piscina nem spa ou centro de bem-estar, digam o que disserem os sites agregadores. O que fica ao virar da esquina são as Termas de Chaves, o complexo termal público da cidade, alimentado por nascentes que brotam a 76 graus, as mais quentes da Península Ibérica. Desde março de 2025 inclui as primeiras piscinas termais exteriores de Portugal continental. É um negócio independente.
Por estrada, e não há. Chaves não tem comboio de passageiros: a Linha do Corgo, de via métrica, encerrou em 1990 e o último troço fechou em 2009, por isso qualquer ficha que indique uma estação está desatualizada. De carro, o Porto fica a hora e meia pela A4 e A24, cerca de 115 quilómetros. A Rede Expressos tem carreiras diretas do Porto e do aeroporto do Porto até ao terminal da Avenida Santo Amaro, a curta distância a pé do hotel.
Trinta e oito quartos e setenta e seis camas, segundo o Registo Nacional de Turismo, onde o hotel está inscrito com a licença 1021 e classificação de três estrelas. A ficha de reserva deixou o número em branco, e é por isso que vários sites agregadores o adivinham.
Sim, há elevador a servir os pisos. Fora isso, o hotel não documenta entrada sem degraus, quartos acessíveis no rés do chão ou casas de banho adaptadas, por isso não o descreveríamos como acessível a cadeiras de rodas. Se o acesso for importante, telefone à receção e pergunte antes de reservar.
Mais boas opções em Portugal
Quintinha Silvestre, Tondela
Mais a sul, no interior, uma quinta de pedra recuperada nas colinas a dez minutos de carro de Tondela, com piscina de água salgada, animais na quinta e pequeno-almoço feito na hora.
Todas as nossas propriedades
Percorra tudo o que documentámos, incluindo as restantes estadias portuguesas.
Feche a mota e saia para o centro histórico
Uma garagem segura, trinta e oito quartos sem rodeios e a ponte romana a seis minutos, no início da estrada que atravessa Portugal. Veja as suas datas.
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